Malawi: Ouvindo as vozes das crianças na luta contra o casamento infantil.
- Child Marriage Free World

- 23 de jan.
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Em 16 de janeiro de 2026, a Sra. Bridget Chaulma, ativista dos direitos da criança do Malawi, visitou a Escola Primária de Katchanga para conscientizar os alunos sobre o casamento infantil, suas causas e consequências, e para incentivá-los a se comprometerem a não praticar esse costume.
É interessante notar que as crianças que participaram do programa perguntaram:
As crianças também são afetadas pelo casamento infantil?
Uma criança pode voltar à escola após o casamento ou a gravidez?
"E se a pessoa já for casada? Ainda é possível ajudá-la?"
Essas perguntas, feitas pelos alunos, constituíram o cerne das discussões do programa. A facilitadora, Sra. Chaulma, observou que essas perguntas refletiam as experiências vividas pelos alunos, enfatizando que, como em muitos outros países, o casamento infantil no Malawi afeta desproporcionalmente as meninas. Durante a sessão, ela reiterou que o casamento infantil é uma prática prejudicial que pode afetar qualquer pessoa envolvida, independentemente do gênero. Ela explicou que o governo do Malawi está fazendo esforços conjuntos para erradicar essa prática em todos os níveis.
A Sra. Sholoma assegurou às alunas que a vida não termina com o casamento infantil, pois é possível escapar dessa situação e reconstruir a vida com dignidade e liberdade de escolha. Ela enfatizou o papel fundamental da educação, não apenas para ajudar as meninas a reconstruir suas vidas, mas também para prevenir o casamento infantil e quebrar o ciclo de sua perpetuação.
Após essas discussões, 46 dos 52 participantes (50 alunos e dois professores) prometeram não casar seus filhos precocemente.
A Sra. Choloma compartilhou sua experiência trabalhando com crianças, dizendo:
A mudança começa no momento em que uma criança percebe que sua voz pode proteger outra criança. A erradicação do casamento infantil começa quando as crianças são incentivadas a acreditar que seus sonhos importam e que expressar suas opiniões não é apenas um direito, mas também um dever, porque as vozes dos jovens podem influenciar as políticas públicas e ajudar a criar comunidades mais saudáveis e seguras.
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