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No Benin, as mulheres estão liderando os esforços comunitários para acabar com o casamento infantil.

  • Foto do escritor: Child Marriage Free World
    Child Marriage Free World
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Nas comunidades rurais de Tabuta e Manta, no município de Bokombe (prefeitura de Atakora), uma iniciativa comunitária reuniu 189 mulheres de grupos locais para abordar as causas profundas do casamento infantil e promover ações coletivas para preveni-lo. Esse diálogo foi facilitado por Imbo Ifonte Imbo, coordenadora de programas da Associação de Grupos de Mulheres Tikona de Bokombe, que colocou as mulheres no centro dos esforços para construir um futuro livre do casamento infantil no Benin.


Essa participação proporcionou às mulheres um espaço interativo para examinar os fatores sociais, culturais e econômicos que continuam a contribuir para o casamento infantil em suas comunidades. Por meio de discussões guiadas, as participantes refletiram sobre os efeitos nocivos do casamento precoce na saúde, educação, bem-estar e perspectivas futuras das meninas, com base em suas experiências de vida e nas realidades de suas comunidades.

Uma das principais preocupações levantadas durante as discussões foi o papel dos rituais de bar mitzvá, nos quais meninas de 11 a 13 anos são, por vezes, forçadas a casar. As participantes destacaram como as dificuldades econômicas associadas a esses rituais podem levar as famílias a optarem por casamentos precoces, na esperança de que os futuros maridos cubram os custos. Ao identificar essas práticas, as mulheres exploraram coletivamente a interação entre tradição, pobreza e expectativas sociais, e como um diálogo comunitário contínuo pode abordar essas questões.


A sessão também destacou o papel crucial das mulheres nas iniciativas de prevenção, reconhecendo sua influência dentro das famílias, redes sociais e órgãos decisórios locais. Os participantes enfatizaram a necessidade de colaboração contínua com líderes tradicionais e tribais para mudar costumes e proteger meninas do casamento precoce e forçado em comunidades rurais.


O evento terminou com 37 mulheres comprometendo-se a opor-se ao casamento infantil e a continuar a conscientizar suas comunidades. Nesse sentido, a facilitadora enfatizou a importância desses diálogos, destacando, em particular, os seguintes pontos:

“Os diálogos entre cidadãos e redes de mulheres sobre o casamento infantil são espaços inclusivos que ajudam a aumentar a conscientização e a empoderar as mulheres para que elas possam fazer ouvir as suas vozes e denunciar este fenómeno nas suas comunidades.”

— M'PO IFONTI M'PO, Coordenadora de Programas, Associação de Grupos de Mulheres de Ticona, Bucumbe


Essa iniciativa liderada pela comunidade reafirmou um princípio fundamental da abordagem "Um Mundo Sem Casamento Infantil": a mudança duradoura começa quando as próprias comunidades assumem a liderança no diálogo, baseado no respeito, no conhecimento local e na responsabilidade compartilhada de proteger os direitos das crianças.

 
 
 

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